segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Um Assunto Sério (para variar)...


Aproxima-se o referendo sobre a despenalização do aborto até às 10 semanas. Mantenho-me ainda na indecisão, porque vejo razão dos dois lados e porque não é tão fácil quanto possa parecer.

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?". Concordo e não concordo. Vejamos os pontos que, na minha humilde opinião, tem a favor um e outro.

Quanto ao "Sim":

- O facto de o aborto ser penalizado não implica, necessariamente, haver menos abortos, pelo que, pelo menos são feitos em melhores condições.

- A decisão de trazer uma criança ao mundo, implica uma responsabilidade enorme para os pais, que podem não estar, pelos mais diversos motivos, à altura da mesma.

- Parece-me exagerado punir uma mulher que abortou com pena de prisão.

Quanto ao "Não":

- Estamos a falar de um ser humano em desenvolvimento, pelo que, estaremos a impedir uma vida de vir ao mundo.

- A maior facilidade em abortar poderá precipitar decisões nesse sentido.

- Depois de ter tido a criança, raramente as pessoas se arrependem de não terem feito o aborto.

- Outra questão, pouco levantada, de saber se a mãe quiser o aborto e o pai não o quiser, porque irá prevalecer a opinião da mãe? O pai não tem opinião no assunto?

Posto isto, não me restam dúvidas que o aborto é sempre mau, que é preferível ter a criança, contudo, não é isso que se discute. O que se discute é saber se devem ser criminalizadas as mulheres que optem pelo aborto. Aqui, estou inclinado por achar que não tem relevância de crime o aborto, pelo que, a minha tendência será em votar no "Sim".

Mas, como disse no início do post, as dúvidas persistem e só no dia saberei o que fazer. Respeito todas as opiniões, porque as acho todas válidas.

Ainda preciso de pensar muito no assunto...

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Existe sim!!

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Levem o telemóvel para a casa de banho!


Na verdade, podem estranhar o título deste post. Qual a necessidade de um telemóvel na casa de banho? Joginhos para entreter, pôr as conversas em dia? Nada disso! Pode ser-vos muito útil este pequeno aparelho. Já vos explico.

No passado sábado, decidi experimentar a fechadura da casa de banho. Como se costuma dizer em inglês: "BIG MISTAKE!". Sucede que a chave que lá estava era a errada e, pior do que isso, fechava mas não abria. Se tivesse experimentado a fechadura com a porta aberta, não haveria grande problema, mas, como nunca imaginei ser possível uma chave funcionar para fechar e não funcionar para abir, caí no erro de o fazer. Resultado, fiquei preso na minha casa de banho, com uma chave absolutamente inútil.

De volta ao telemóvel, agora devem perceber a utilidade dele. Se, por simples acaso, não o tivesse levado ia ter uma missão difícil pela frente: arrombar a porta pelo lado de dentro. Felizmente, com um simples telefonema consegui resolver a situação, no mínimo, surreal.

Com este pequeno conselho vos deixo: levem o telemóvel para a casa de banho.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Actuação Criminal Eficaz vs. Direito à Reserva da Vida Privada

Hoje em dia, discute-se bastante até que ponto se usam e se devem usar as escutas telefónicas no combate à criminalidade, porquanto elas comportam uma violação da vida privada de cada um. Este é, quanto a mim, um assunto de extrema importância e que me preocupa bastante. Sinto que, passo a passo, vai ser impossível termos qualquer privacidade que seja. As escutas são um dos meios que invadem essa privacidade, mas não são o único meio. O crescente avanço da tecnologia permite actualmente seguir todos os passos do cidadão. A título de exemplo, é possível saber a localização de alguém com uma precisão elevada através do telemóvel. Mas também já se fala em tornar obrigatória a utilização de tacógrafos nos automóveis à semelhança do que existe nos camiões. Não tarda nada, e começam a aplicar multas por excesso de velocidade a partir das consultas do tacógrafo... Este tipo de tecnologias poderá ser muito útil para facilitar a detecção de infrações ou de crimes, sem dúvida alguma. Mas será isso mais importante que a devassa da privacidade de cada um? Vamos ficar com um Estado opressor, onde tudo o que fazemos é controlado. Daqui a pouco, de cada vez que pisarmos a linha, recebemos automáticamente no nosso telemóvel uma multa ou uma sentença. Não quero ser controlado, não admito que entrem na minha esfera privada, que prezo muito! É preciso ter muito cuidado com a utilização desses métodos. Quem os faz? Quem os controla? Limitam-se estritamente ao necessário? Deixo aqui umas interrogações para reflectir...